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Eu ia escrever sobre a lei de Murphy. Já tinha o post pronto, com provas e tudo, enorme. Mas parei e pensei bem… Murphy que vá pro inferno porque quem manda na minha vida sou eu!
Tenho passado por umas situações meio complicadas, mas não cabe contar aqui. Anyway, Murphy veio muito à minha cabeça esses dias. Comecei naquela típica “não poderia ficar pior“, passei pela “porque eu?!?!” e fui até a “INFEEEEERNO!“. Porém, depois de algumas (lê-se muitas) horas de sono e alguns comprimidos de Serenus, mandei Murphy para as cucuias e comecei a reorganizar minha situação.
Bom, não importa o que está acontecendo comigo, leitor, mas, o que quer que esteja acontecendo com você se estiver passando por dias ruins, não culpe Murphy. Esse sujeito não tinha mais o que fazer, sinceramente. Pense bem, leitor, no que você teve a contribuir para a situação porque Murphy não é um fantasma que ronda a vida de todos nós nem sua teoria é tão forte e válida como a gravidade, por exemplo.
Pronto, falei.
Preciso de um chá para acalmar, mas a essa altura não sei mais.
Sempre fui de prosa. Conto, crônica, o que for. Nunca verso, sempre prosa.
Agora descobri que escrevi um poema. Sem querer. Nasceu assim, sozinho. Em prosa, mas poesia.
Veio de uma vez só, do jeito que quis. Eu não escolhi, ele veio.
Sou de prosa e estou surpresa.
Quando tinha meus 12 anos, queria ser garota. Ser menina soava infantil, não era o bastante. Bobagem.
Hoje vejo muitas meninas em garotas de uniforme. Algumas delas serão sempre garotas. Superficiais, vidas vazias.
Acho que, no fundo, serei sempre menina.
E gosto de ser menina. Eu, menina. “Sua menina”.
E hoje não quero chá. Também não quero café.
Mas quero canecas ocupadas.
Chocolate para dois.
Depois de alguns posts sobre diversos assuntos e diversas pessoas, notei que pouco conhecem de mim os meus leitores. Existe um grupo de leitores aqui do Chá que já me conheciam pessoalmente antes de eu começar a escrever, enquanto a maioria nunca ao menos imaginou quem diabos é essa pessoa que aqui escreve. Acho engraçado imaginar as duas visões, porque acredito que o seleto grupo dos que me conhecem lê os meus posts de forma completamente diferente do restante dos leitores.
Para minimizar essa diferença, conclui que a melhor saída seria escrever um pouco sobre mim. Espero que, ao final desse post, todos se sintam mais próximos. E aí vai:
1. Um pouco da minha história
Nasci em agosto de 1989, e já comecei incoveniente: interrompi o almoço da minha mãe, já que resolvi chegar à 1 da tarde. Primogênita, orgulho do papai e muito, muito mal-humorada. Nada de bebezinho fofo que ri à toa; a bochechuda em questão só chorava. Aos dois anos ganhei um irmãozinho, que hoje já não é mais “inho” principalmente pelo fato de que é, pelo menos, 20 cm maior que eu. Aos 17 anos perdi meu pai no pior dia da minha vida, fiz uma tatuagem e passei no vestibular. Aos 18 arrumei um estágio e comecei minha faculdade de Letras Port/Ing. na UFF. E hoje estou aqui: firme, mas nem sempre forte.
2. Meus amores
Minha mãe, meu irmão, meu pai, meu namorado, Luna (uma certo ser, metade cão, metade gente, de cabelos enrolados) minhas avós, tias e primos, minhas crianças.
3. Adoro
3.1. Livros
Amo desde que aprendi a ler. Leio de outdoor a clássicos, só não sou chegada e ler jornal.
Ah, e adoro Veríssimo.
3.2. Filmes
Gosto de filmes alternativos, por mais que caiam em cima de mim por causa disso. Acho que os filmes-pipoca que passam por aí acabam sendo todos iguais. Não gosto muito de terror, fico muito nervosa, mas gosto bastante de suspense. Ação deixa meus neurônios entediados.
3.3. Jogos
Não, nada Need for Speed, sou uma negação em jogos eletrônicos. Levei muito tempo pra zerar Mario para Super Nintendo e o jogo para computadores que marcou minha infância foi Twinsen’s Odyssey (Nunca ouviu falar? Google!). Também não sei jogar damas, mas não pergunte por quê. Adoro jogar cartas, principalmente Buraco e Poker, mas meu jogo predileto é, sem dúvida, o Gamão. Pode falar que é jogo de velho, mas eu gosto e ninguém me vence.
3.4. Cozinha
Gosto muito de cozinhar, mas gosto mais de comer. Adoro azeitonas, tomate, aceto balsâmico, salmão, pêssegos em calda, goiabada, suco de melancia, vitamina de abacate e sorvete de manga, café e chá. Gosto muito do meu brownie também e de tudo o que a minha mãe cozinha.
4. Detesto
Esses vou só citar, sem muitos rodeios ou explicações, porque falar sobre o que eu não gosto me deixa mal-humorada.
Futebol, Paulo Coelho, Mulher Melancia, Funk, preconceito, criança pentelha, pais que não controlam suas crianças pentelhas, falta de educação, falta de respeito, apaixonados(as) inconvenientes, gente que fala alto no celular, tiradores de onda, figos, gente que critica mas não sabe fazer melhor, falta de responsabilidade, mania de organização, minha impressora quando trava justo no dia de imprimir o trabalho, rinite alérgica, casquinha de pipoca, meu computador quando liga sozinho no meio da noite e fica lá piscando, tiques nervosos, velhos babões, pessoas acéfalas, falta de esperança, pessoas que não abrem mão de usar sacos plásticos pelo bem do meio ambiente, comentários do tipo “toda mulher faz isso”.
Está falado.
5. Por que criei o Chá
Sempre gostei muito de escrever e o Chá foi um motivo para colocar minhas idéias, até então soltas, no papel. O nome “Chá de Saquinho”, que acredito que a maioria não deve entender o significado, remete à paciência (ou falta dela).
6. Contato
Além do meu e-mail que já está disponibilizado alí do lado desde o início do blog, eu tenho Orkut também, oh yeah. Aqui: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16604038371911411657 .
Bom, essa sou eu. Sei que essa meia dúzia de coisas jogadas aí não são suficientes para me definir, mas já dão uma ajudinha. Espero que gostem e se divirtam enquanto fico aqui no meu chá de cadeira.

Na boca do povo.