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Estava olhando meu profile no Orkut esses dias e conclui a frase acima. Porque, pensando bem, não é preciso ir muito fundo em nossas personalidades para, de alguma forma, falar um pouco de nós. Há coisas simples que dizem muito de nós, apesar de não nos definir. Eu, por exemplo:
Adoro quebrar ovos com um garfo (mas odeio quando a clara escorre nos meus dedos);
Odeio quando deito sob um ventilador de teto e meu cabelo faz cócegas no meu nariz;
Adoro pisar em vagens de ipê quando elas caem, secas, da árvore e estalam sob meus pés;
Adoro fazer notas nos meus livros e abrir livros que já tiveram outros donos e encontrar suas notas;
Odeio quando alguém passa muito perfume e se senta ao meu lado no ônibus;
Odeio quando pego o louro do feijão;
Adoro milho estalando na minha boca quando o mastigo;
Adoro biscoito de polvilho de feira;
Adoro terminar de ler um livro;
Odeio mais que tudo esperar elevador;
Adoro fotografar cenas mentalmente para guardar lembranças;
E adoro comer umas colheradas do arroz fresquinho, assim que fica pronto.
É um ótimo exercício e proponho a meus amigos da blogosfera que o façam também. Especialmente os citados a seguir:
Ana
Amanda
Marcos
Raia
Paulinho
Leandro
Guilherme
Milena Maria
Cau
Chá silvestre hoje, antes que brote na minha pasta.
Imaginou também? Terrível não? É justamente por isso que escrevo esse post. Eu passo por uma situações que tornam praticamento impossível não imaginar. Um tipo delas é o uso público de apelidinhos íntimos.
Você, leitor, como todos nós, tem direito de tratar sua namorada/noiva/esposa/amante pelo nome que bem entender, mas me faça um único favor: respeite o estômago das pessoas a sua volta. Cá entre nós, ninguém está muito interessado em saber se ela é seu “pãozinho-de-mel” e você o “pamonhazinho” dela, concorda?
Digo isso porque cheguei à conclusão de que estou cercada de casais sem-noção nesse aspecto. Isso quando não revelam apelidinhos direcionados a situações sórdidas (não vou exemplificar, esse é um blog de família). Eu já tive namoros em quantidade e tempo de relacionamento consideráveis e, juro, meus amigos nunca tiveram conhecimento dos meus apelidinhos retardo-carinhosos e olha que eu já tive vários apelidinhos. Claro, é perfeitamente normal que os casais se tratem dessa maneira, acho que não há casal que não faça, mas não na frente dos outros!
Então, leitor (ou leitora) , vamos combinar, vamos fazer um pacto nesse momento. Da próxima vez que quiser mandar um recadinho babado para seu “morequinho”, não o faça de forma pública, tipo um scrap “Te amo, meu taradinho”, e não me venha dizer que as pessoas vêem porque estão fuxicando a página de recados do seu amado porque os amigos dele não são obrigados a ler sua distribuição de mel na hora de deixar os próprios recados para o amigo. Outra: não o chame por apelidinhos frescos na rua, como “Tchutchuuuuuco, vem cááá!”.
Eu sei que para o casal isso parece perfeitamente normal mas, para quem está de fora, você acaba fazendo um papel no mínimo bobo, para não dizer ridículo.
Ah, e não morda a orelha dele em público também, por favor.
Quebrei uma caneca hoje… Caiu no chão… Era minha predileta… Um dia sem chá em respeito à minha caneca.

Ahá! Voltei e você nem esperava, não é, leitor? Tenho sido tão descuidada com esse blog… Desculpe a ausência por tanto tempo… Assustei com a imagem? Seja sincero, porque isso faz toda a diferença durante a leitura desse post. Portanto, ao final, deixe seu ponto de vista no quadro de comentários, gostaria muito de saber sua opinião.
O negócio é o seguinte: estou de férias, tenho assistido TV como nunca, conseqüentemente tenho assistido People and Arts como nunca e Miami Ink como nunca (sem citar que o P+A agora conta com Los Angles Ink também). Por mais que eu goste muito desses programas e que muitas vezes eles mostrem os preconceitos que os tatuados sofrem, o que a maior parte dos episódios me mostra, pricipalmente quando o foco é a vida dos tatuadores, é que as pessoas tatuadas e as não-tatuadas não se misturam. Weird…
Não é bem esse o caminho que quero seguir nesse post, então permita-me deixar essa discussão para mais tarde e começar outra.
Em outubro do ano passado fiz minha primeira tatuagem. Por enquanto a única. Minha tattoo está longe de ser discreta apesar de nao ser muito grande. Não vou descrevê-la porque não gosto de divulgá-la na internet, mas cabe dizer que tem mais ou menos o tamanho da palma da minha mão, é colorida e discretamente situada no meu ombro direito. Linda, por sinal, modéstia a parte. Bom, seguindo o assunto, tive contato com as reações desde que saí do estúdio, com aquele plástico nojento o curativo colado no meu ombro, e peguei um ônibus. Acho que não era tanto pela tatuagem porque o desenho estava um tanto difícil de se ver sob a gosma a secreção da pele e sim pelo plástico que indicava a presença de uma tatuagem recém-nascida. Leitor, não imagina as caras das pessoas que passaram por mim. A reação mais engraçada foi de uma garotinha que vinha na direção oposta a mim, tagarelando feliz com um homem que imagino que fosse seu pai e puxando uma mochila de rodinhas. Quando achou que já estava a uma distância razoável de mim a menina interrompeu o que quer que estava falando e disse “Ela acabou de fazer aquela tatuagem. Maneiro, né?”. Grande garota. Quando papai menos esperar ela aparece com uma.
Durante os primeiros meses eu notei o quanto certas pessoas ficavam admiradas e algumas assustadas. Alguns velhinhos passaram (e passam) por mim com uma certa expressão de “essa juventude está perdida”. Fui parada na rua para receber elogios sobre minha tattoo, mas não é essa a reação de que mais gosto. Digo que gosto porque chega a ser engraçado. Minha pele é muito branca, o que fazcom que a cor da minha tatuagem seja bem forte. Não só pela cor, mas também por ser localizada no meu ombro, não há como não perceber a presença da tatuagem se estiver a mostra. Isso faz com que algumas pessoas comentem (normalmente elogiem) como se fosse uma obrigação. Dá pra ver que é como uma obrigação. É uma coisa tão na cara, quase piscando, que as pessoas acabam se sentindo na obrigação de dizer alguma coisa. Weeeird…
Agora nem percebo mais. Vez ou outra passa alguém por mim na rua fazendo uma cara estranha e acabo procurando alguma possível sujeira nas minhas roupas para só mais tarde lembrar que sou tattooed e as pessoas, por incrível que pareça, ainda não estão completamente acostumadas com isso. Chega a ser engraçado, porque hoje em dia é difícil saber quem não tem uma tatuagem, nem que seja pequenina. Quero fazer outras, mas é bom pensar bem.
Bom, querido leitor, acho que já falei demais. Hora de dar sua opinião. E aí? Já está formada?
Acabei de tomar o último gole do meu chá. Capim Cidreira. Boa essa experiência, acabar o post e o chá ao mesmo tempo.
… e felicidade geral da nação, diga a todos que volto! OK, I’m back. Me perdoe a ausência, querido leitor, passei uma semana completamente lesada, believe me. Mas de qualquer forma estou de volta e é isso que importa.
Não tenho a menor idéia do que vou escrever, então vou ver se sai alguma coisa da primeira coisa que eu lembrar… Ah, sim! Vai ser um post curtinho, mas lá vai:
Um sábado desses resolvemos dar um pulinho em São Pedro da Serra. Não visitávamos a cidade havia 11 anos, mas isso não vem ao caso. A batata é que, no caminho, lá para as alturas de Nova Friburgo, enquanto eu acordava do meu cochilo infantil no banco de trás, avistei uma placa deveras interessante. O dono de uma loja de defumados, muito criativo, arrumou um belíssimo nome para seu estabelecimento: Orgasmo gustativo. Cá entre nós, como será que foi quando o cara abriu essa loja? Imagino que tenha sido algo nesse nível:
Dono: Pô, cara, abri minha loja de defumados.
Amigo: Sério? Que bom! Qual é o nome?
D: Orgasmo gustativo.
A: Como?
D: O-r-g-a-s-m-o-g-u-s-t-a-t-i-v-o.
A: Cara, não vai dar pra eu visitar…
D: Eu hein! Por que?
A: Porque meu filho não vai querer saber o que significa gustativo…
Queria ter tirado uma foto, mas não deu tempo de pegar a câmera… Que pena…
Chá de camomila, again, pra ficar calminha.
Um conto porque não postei mais nenhum depois do primeiro post. Esse em especial porque se parece muito com o que tenho passado.
Suzana corria em um lindo campo de lavanda. O sol brilhava lindamente e suas roupas brancas formavam com a cor lilás das flores um contraste encantador. Porém, a trilha sonora composta por uma lindíssima música clássica foi substituida pelo berro do despertador. O instinto quase a fez atirá-lo pela janela, mas sabia que precisaria ouvi-lo tocar novamente no dia seguinte. “Preciso me levantar…”
A moça se arrastou da cama até o banheiro. Suas feições cansadas denunciavam o quão curto havia sido seu sonho. Lavou o rosto e escovou os dentes; não havia tempo para um banho relaxante. “Preciso trabalhar…”
Engoliu correndo um gole de café frio em um copo de vidro, calçou um par de sapatos que costumava deixar ao lado da porta para que fosse mais rápido vesti-los pela manhã e levou a mão ao porta-chaves. “Onde está a maldita chave? Preciso trabalhar…”
Suzana foi tomada pelo desespero. Precisava sair. Naquele momento a carreira era tudo em sua vida. Se afastava o máximo possível dos homens, não via as amigas desde a formatura da faculdade e a família só contava com sua presença no Natal. Por mais que sentissem sua falta, entendiam o esforço que tinha feito até então para chegar onde chegara. Apressada, atrasada, tateava a casa em busca das chaves. “Preciso trabalhar…”
Uma lágrima escorreu de seus olhos. “Preciso trabalhar…” Suzana largou-se no sofá. “Preciso trabalhar…” Enxugou o rosto com as mãos, esticou-se sobre o sofá e repousou a cabeça em uma almofada que não lembrava que tinha. “Preciso descansar…”
Suzana adormeceu sentindo o cheiro que esquecera que sua casa tinha. Acordaria algumas horas mais tarde, descansada e satisfeita, e sairia para comprar pão fresco. Passaria tranqüilamente pela porta que esquecera de trancar na noite anterior.
Estou cansada. Camomila pra dormir.
Aqui está nosso post comemorativo. Muito obrigada aos leitores que vieram opinar e parabéns ao Marcos por ter sido o escolhido e à Cau por dar força à idéia. Comentários sobre os blogs (que, aliás, já estão nos links faz tempo) no final do post.
Como faço Letras e erros alarmantes e mau uso da língua portuguesa me deixam em cólicas mais do que o normal, achei que seria interessante contar algumas situações pelas quais passei e comentá-las. Vou deixar um conto pronto para o próximo post, pra dar uma variadinha.
O vocativo
Começo por esse porque vejo como as pessoas têm dificuldade em usá-lo, ou melhor, como as pessoas teimam em não usá-lo. É uma coisa tão simples e aprendemos tão na base da nossa educação escolar que acho que acaba esquecida. Tenho dois exemplos desse cara:
O primeiro foi um baque. Eu vinha feliz e saltitante (mentira, eu estava de carro) pela rua quanto vi um cartaz, sem brincadeira, gigante, em um prédio ainda na base da construção. A corretora, feliz com a venda de todos os apartamentos ainda na planta, mandou fazer o cartaz que dizia em letras garrafais “Obrigado Niterói!” SEM VÍRGULA! Eu tinha ataques toda vez que passava por lá. O pior é que passava todo dia… Tinha um desejo secreto de passar de madrugada e fazer uma virgulona de tinta vermelha.
O segundo caso é bem recente e ainda pode ser visto se você ligar sua televisão por algumas horas, na propaganda da Visa, onde todo mundo diz ao Luiz que ele deve sair de férias. O problema é que a sugestão não aparece com vírgula em nenhuma das ocasiões, nem com a variante que pode ser usada no lugar da vírgula no vocativo, a exclamação. Pior do que aparecer sem vírgula, “Luiz saia de férias”, é aparecer com dois pontos, ”Luiz: saia de férias”. Essa me deixou triste.
Claro que tenho mais muitas histórias sobre vocativos esquecidos, principalmente em msn e afins, mas não vou soterrá-lo em vírgulas, caro leitor.
A regência
É outra esquecida, tadinha. Aliás é a maior prova da pobreza da aducação no nosso país. Fui comprar sorvete no McDonald’s com minha tia há uns anos atrás e a atendente do quiosque soltou “É duas casquinha?”. Imagina o embrulho no meu estômago? Mas essa tem explicação. A gente aprende em Lingüística que isso é economia de plural. A pessoa pensa, no íntimo de seu ser, “tudo bem que são duas, mas vou colocar plural em tudo pra que? Desperdício! Em uma palavra só dá pra entender.” Passou a mensagem.
O pleonasmo
Esqueça o “subir para cima”, leitor, ele é fichinha. A moda agora é internacional, é o “plus a mais”. Assumo que uso muito esse, mas de brincadeira. Outros clássicos como “encarar de frente”, “elo de ligação” e “maluco da cabeça” nunca saem de moda. Não vou contar nenhuma experiência com esses não. Procure você leitor, na memória, a última vez que ouviu uma pérola dessas, e ria um pouquinho, porque eu adoro rir de coisas que eu lembro.
Seje
Esse me deixa arrancando os cabelos. Um comentário breve: ouvi um(a) colega de Letras soltando essa pérola. Dormi mal esse dia… Brincadeirinha.
A cedilha
Esse eu juro que pensei que não encararia mais. Porém é incrível o número de pessoas que não sabem usar a pobrezinha. Saem tacando a coitada em tudo que é C que vem pelo caminho. Dia desses estava conversando com um amigo (juro que não lembro quem, não adianta perguntar) e comentei que tenho visto muitas pessoas usando Ç antes de E e I. Para minha surpresa o amigo soltou: “Qual é o problema?!”. Imaginou minha cara de “como assim?!”? Você tem ótima imaginação, leitor, deve estar rindo de mim agora. Acabei tendo que explicar ao meu amigo (ou melhor, reforçar o que a professora do primário explicara) que não se usa Ç antes de E e I nem no ínicio da palavra.
Termino com a cedilha, já que ela é o título do post e porque o papo com o amigo foi o mais recente dos casos.
Quero fazer um apelo às professoras primárias do Brasil: Massacrem seus singelos alunos com, pricipalmente, vocativos e cedilhas, para que, quando eles forem grandinhos, não paguem esse micão.
Sobre os blogueiros que me ajudaram com suas opiniões, aí vão as propagandas:
O blog do Marcos, DeScência do IndeScente, é super inteligente e trata de assuntos polêmicos e engraçados. Tudo ao mesmo tempo e muito bem escrito.
O da Cau, que deu a maior força à idéia do Marcos, Duhs, clichês e blablabla, tem um papo mais pessoal, mais da maneia dela de ver, porém não menos inteligente.
Os dois são ótimos! Recomendo e leio sempre.
Leitor querido, já deve estar cansado do meu papo. Portanto, bom chá, cuidado com o vocativo e logo vem o próximo post.
PS.: Vou continuar aceitando idéias, então se quiser saber minha opinião sobre alguma coisa, qualquer coisa, religião, sexo, política, televisão, livros, filmes, o que for, é só deixar um comentário ou mandar um e-mail para nanalbomfim@gmail.com. Obrigada a todos que mandaram idéias, logo logo elas serão utilizadas de alguma forma.
PS².: A partir desse post, respondo os comentários logo abaixo dos mesmos, já que agora aprendi como se faz. Você que deixou um comentário, é só dar uma passadinha lá que a resposta estará logo abaixo o mais rápido possível.
Já agradeci no último post pelo crescimento da quantidade de visitas não imaginárias aqui no Chá. Quero agradecer novamente e dizer o quão feliz fiquei quando vi nas minhas estatísticas do dia 29 que meu bebê-Chá tinha atingido seu recorde. Recebemos, nesse dia, 97 visitas. Sei que não é quase nada comparado ao público que os “blogões” recebem diariamente, mas para o Chá foi uma grande vitória.
Pois bem. Devido ao recorde de acessos, resolvi que o próximo post aqui do Chá será comemorativo, e o assunto quem escolhe é você, caro leitor.
Não existe preferência ou regra, o assunto pode ser qualquer um. Uma pergunta, um link, uma reportagem de jornal/revista, uma foto, um CD, um filme, uma piada, uma bobagem, o que for.
Não preciso dizer que a melhor sugestão ganha um post. Porém, além do post, se a sua sugestão for a escolhida e você também tiver uma caixinha de opiniões como o Chá, um blog, ganha também uma bela propaganda, claro.
Então, se esforce, cate um assunto por aí, porque você pode aparecer no Chá.
É só mandar para: nanalbomfim@gmail.com ou, se for mais conveniente, deixar um comentário.
Vou tomar meu chá enquanto vocês pensam.
Antes de começar qualquer maluquice que eu venha a escrever, quero agradecer ao leitores de verdade que vieram substituir meus leitores imaginários. Obrigada pelos comentários e links. Fiquei muito feliz em ver minha estatísticas ontem e saber que estão gostando do Chá. Estou orgulhosa do meu bebê!
Agora vamos ao que interessa.
Estive pensando no que ia escrever hoje e já estava certa de que faria alguns comentários sobre uma coisa que tem me deixado arrancando os cabelos… Não, não pensem besteira. Eu ia falar sobre a queda do acento diferencial com as mudanças na língua portuguesa, mas desisti pra falar de um assunto que vejo que tem sido polêmico nos blogs por aí: a tal da foto da Miley Cyrus para a Vanity Fair:

Está ficando batido apesar de recente, mas dar uma comentadinha é bom. Vi as fotos no site da revista, os bastidores e, sinceramente, não têm nada demais. Aliás, as fotos com um cara são… hmm… com o pai dela! É uma criança, pelamordadeus. Meus leitores masculinos me desmintam se eu estiver errada, mas acho que caras normais não levariam aquela foto pro banheiro podendo levar aquela coisa esdrúxula da Melancia na Playboy.
Aliás, já que toquei no assunto, gostaria de expor uma opinião pessoal e tirar uma dúvida. De onde diabos saiu aquela foto da Melancia na capa da Playboy?! (Não, não é essa a dúvida, já já eu falo) Eu me pergunto o que leva uma pessoa a se expor daquela maneira. A Playboy tinha subido no meu conceito depois que eu dei uma olhada no livro comemorativo e vi umas fotos realmente bonitas e abstraí as desnecessárias, mas quando eu passei pela primeira banca de jornal com aquele lindo pôster da capa fiquei muito decepcionada. Na verdade minha decepção não deveria ser com a revista, e de certa forma não é, até porque vivemos em um país capitalista e blábláblá e a forma da revista ganhar dinheiro é atingir os maiores públicos, e vamos combinar que o público da Melancia só aumenta. A decepção é com essa pessoa que se coloca nesse nível.
Então vem a minha dúvida, caro leitor: Só eu acho estranho fazerem um escarcéu por causa da foto da Hannah Montana e acharem super normal a foto à la vida animal da garota do créu na Playboy? Francamente…
Bom, a pergunta está feita. Fico por aqui senão a água esfria e ice tea não faz o mesmo efeito.
E lá vamos nós outra vez.
Bom, nesse momento serei sincera com vocês, caros leitores imaginários. Não tenho a menor idéia do que vou escrever. Na verdade, cheguei à conclusão de que começar sem saber acaba me levando a alguma idéia. Estranho, mas verdadeiro.
Eu estava pensando na monotonia da rotina quando recebi minha Galileu ontem a noite. Continuei pensando no acordacedo-trabalha-almoça-malha/autoescola-estuda-faculdade-casa hoje pela manhã quando li uma reportagem “do tamanho de um botão” na revista sobre o Improv Everywhere. Achei super interessante (sem querer citar a revista rival) o modo como eles trasformam dias. Porque fiquei me imaginando sentada na monotonia do 47, a caminho de casa, cabeça no vidro, quase dormindo ao som da minha nova descoberta musical, Matt Costa (thanks, David). No meio do meu quase cochilo me deparo com um cara de cueca no ônibus. Imagina só como isso mudaria meu dia! Fantástico. Não pelo fato do cara estar de cuecas, claro que não, até porque nem todo mundo fica bem de cuecas, mas sim pelo fato de uma coisa tão incomum acontecer assim logo no 47.
É a comédia do absurdo, como eu estava falando com alguém esses dias. É o princípio de Monty Python, uma coisa absurda acontecer, do nada.
Com certeza muita gente pode achar ridículo (como acham Monthy Python ridículo), mas acho que essas pessoas se acostumaram com a comédia de fácil entendimento e têm uma certa preguicinha de notar o significado e o objetivo da comédia do absurdo.
Viu? Eu disse que alguma coisa ia surgir. Espero que tenha sido proveitoso. Para os interessados, google “Improv Everywhere” ou procurem no Youtube. Muito legal.
Agora com licença que está na hora do meu chá.
Uma visão cômica das diferenças entre os sexos:
Oração da Mulher
Agora me deito para dormir, Senhor.
Rezo por um homem que não seja um horror.
Que seja inteligente, forte e lindo.
E que adore ficar horas me ouvindo.
Um que pense antes de falar.
E que diga que vai ligar, e não me faca esperar…
Rezo para que ele tenha um emprego que pague muito bem.
Que quando eu gastar seu dinheiro, não fique bravo também.
Que puxe pra mim a cadeira, e que me abra a porta.
Que faça massagens nas minhas costas e transe até eu ficar “morta”.
Ah! Mande-me um homem que me ame com respeito…
E não pelo tamanho dos meus peitos…
Eu rezo pelo homem que vai me amar até o fim…
E que nunca diga não para mim.
Amém.
Oração do Homem
Senhor, eu peço a ti uma loira surda-muda e ninfomaníaca, com peitos
enormes, que seja dona de uma distribuidora de cerveja e tenha uma casa na praia.
Amém.
Garimpado em um blog, já não me lembro qual.
Por mais que seja cômico, tem um quê de realidade, concorda? Se pelo menos houvesse um concordância entre ambas as partes, já seria um passo. Mas melhor que seja assim para não ficar chato.
Então, mulher brasileira, enquanto não aparecer o cara certo, divirta-se com os errados. E quando for quase insuportável lidar com essas diferenças e você estiver a ponto de surtar, tome um chá e comece outra vez.
Eu vou mudar. A partir de hoje prometo escrever sempre que possível e isso inclui as horas a fio que passo em frente ao computador. Apesar de saber que o chá não possui muitos leitores (ou nenhum, talvez uns imaginários) acho que deixá-lo assim magro não vai fazê-lo crescer. Se eu não tenho nada a perder, não é? Quem sabe eu até escreva duas vezes hoje.
Tenho visto umas coisas por aí que têm me inspirado a escrever, mas algumas delas não são publicáveis. Não porque sejam assuntos socialmente mal-aceitos, mas simplesmente porque não quero que certas opiniões particulares caiam nas mãos de leitores errados.
Passa cada coisa por essa cabeça que eu vou te contar… Ainda bem que eu sou controlada… É camomila.
Acredito que escrever o primeiro post de um blog é como receber novos amigos em sua casa. Você serve um café, coloca uma música de elevador para tocar no fundo e olha para as pessoas como se quisesse invadir suas mentes e ver a avaliação que fazem de você, de sua casa, de seus móveis, de seu cachorro. Será que sou uma boa anfitriã?
Sabrina sentou-se no sofá delicadamente, na ponta, e cruzou as pernas, como se a casa não fosse sua. Deu um sorriso meio de lado e integrou-se no assunto, o novo Big Brother. Enquanto as mulheres em sua sala de estar discutiam as possíveis personalidades dos participantes, Sabrina se perguntava o que diabos aquelas pessoas estavam fazendo em sua casa. Ela nem ao menos assistia televisão!
Em seu primeiro dia no novo emprego, Sabrina sentiu-se deslocada. Pensou que se sentira da mesma maneira em seu primeiro dia na escola nova, aos 11 anos. Porém, a essa altura da vida, já era mais fácil para ela driblar a insegurança e a timidez. Após a primeira semana convidou suas novas colegas para uma visita.
E lá estava ela, sentindo-se uma visita em sua própria casa, bebericando o café e servindo como simples espectadora daquela conversa da qual não fazia parte. Uma das mulheres olhava de lado para o cachorro que abanava o rabo, hospedeiro.
Sabrina já estava cansada daquilo. Inventou uma cólica, colocou todas para fora e passou o resto da tarde dividindo todo aquele café com a vizinha, sentadas na varanda como grandes amigas que eram. De meias, pés para o ar, confortavelmente.
O que o tempo não faz pelas relações, não é?
Seja bem-vindo! Vida longa ao chá de saquinho!


Na boca do povo.