Como a maioria dos leitores do Chá sabe, eu faço faculdade e trabalho na área de educação, resultado: ontem, dia dos professores, foi meu dia de ficar à toa. Ledo engano. Diferente da maioria das pessoas que compartilha dessa situação e foi para a praia, eu passei meu dia dando cabo da arrumação do meu mafuá quarto.
Como a maioria dos leitores do Chá não sabe, não existe nada que eu odeie mais do que arrumar quarto. Para você ter uma idéia, eu odeio mais do que ir ao supermercado, e olha que, para mim, supermercado é a filial do inferno, ainda mais quando os corredores são estreitos e as pessoas ficam esbarrando no seu carrinho.
Bom, estou desviando do assunto.
Voltando, depois desse feriado de sol, meu quarto está um brinco, porém, percebi que posso estar desenvolvendo algum tipo de TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Você não imagina, leitor, as coisas do arco da velha que eu encontrei jogadas nos meus armários, e a dificuldade que foi me desfazer delas.
Juro, eu guardo as coisas mais absurdas. Além de todas as coisas normais, claro. Além das cartinhas da adolescência, encontrei folhas de caderno, canetas sem carga e potinhos vazios de tinta. Além de pulseiras coloridas da infância, encontrei pulseiras arrebentadas, brincos enferrujados e anéis que não cabem nos meu dedos há tréculos. Encontrei todo tipo de bonequinhas, brindes do McDonald’s e brinquedinhos de Kinder Ovo. Além de pilhas de provas de escola.
Resumindo: foi um sacrifício me desfazer de todas essas inutilidades e tenho medo de crescer e ficar como o Mr. Monk aí em cima ou, quem sabe, o inlustríssimo Melvin Udall logo abaixo.