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Como a maioria dos leitores do Chá sabe, eu faço faculdade e trabalho na área de educação, resultado: ontem, dia dos professores, foi meu dia de ficar à toa. Ledo engano. Diferente da maioria das pessoas que compartilha dessa situação e foi para a praia, eu passei meu dia dando cabo da arrumação do meu mafuá quarto.
Como a maioria dos leitores do Chá não sabe, não existe nada que eu odeie mais do que arrumar quarto. Para você ter uma idéia, eu odeio mais do que ir ao supermercado, e olha que, para mim, supermercado é a filial do inferno, ainda mais quando os corredores são estreitos e as pessoas ficam esbarrando no seu carrinho.
Bom, estou desviando do assunto.
Voltando, depois desse feriado de sol, meu quarto está um brinco, porém, percebi que posso estar desenvolvendo algum tipo de TOC (transtorno obsessivo compulsivo). Você não imagina, leitor, as coisas do arco da velha que eu encontrei jogadas nos meus armários, e a dificuldade que foi me desfazer delas.
Juro, eu guardo as coisas mais absurdas. Além de todas as coisas normais, claro. Além das cartinhas da adolescência, encontrei folhas de caderno, canetas sem carga e potinhos vazios de tinta. Além de pulseiras coloridas da infância, encontrei pulseiras arrebentadas, brincos enferrujados e anéis que não cabem nos meu dedos há tréculos. Encontrei todo tipo de bonequinhas, brindes do McDonald’s e brinquedinhos de Kinder Ovo. Além de pilhas de provas de escola.
Resumindo: foi um sacrifício me desfazer de todas essas inutilidades e tenho medo de crescer e ficar como o Mr. Monk aí em cima ou, quem sabe, o inlustríssimo Melvin Udall logo abaixo.

Venho por meio desse post explicitar minha revolta. Como na última eleição de que participei, entrei e saí da minha zona eleitoral tomada por um ódio que não cabia em mim. Uma vontade louca de enfiar todos os panfletos pela goela dos candidatos.
É certo que a distribuição de panfletos sempre aconteceu, mas vejo que a coisa está ficando cada vez mais gritante.
Passei semana passada por uma lixeira tão cheia na rua, que as pessoas estavam jogando seus santinhos amassados sob a lata pendurada no poste.
Mas o pior foi o dia 5, quando tive de passar pela cidade coberta de panfletos. Não vou dizer que sou ecologicamente correta da cabeça aos pés, mas uma violência nesse nível me tira do sério. Uma mulher que distribuia os panfletos soltava as pequenas folhinhas no ar! E aqueles santinhos cobertos de números, promessas e sorrisos falsos voavam livremente, como que desafiando minha paciência.
Assumo que votei e fui pra casa o mais rápido possível para não ser obrigada a continuar fitando tal injustiça com a natureza.

E o melhor de tudo: Pelo menos 90% dos santinhos espalhados em frente à minha zona eleitoral eram de Jorge Roberto Silveira e seus aliados. O mesmo Jorge Roberto Silveira que recebeu mais de 60% dos votos dos cidadãos de Niterói. Parabéns, Jorge Roberto Silveira! Sai de Miami pra fazer merda sujeira em Niterói!

Chá de camomila hoje. Alguns. A revolta me consome…

 

Todo o crédito ao Dr. Pepper. Adoro!

Só uma gracinha enquanto não vem o post. Prometo que não demora.

Chá verde. Acelera o metabolismo. Quer?

A dona da casa.

19 anos, estudante de Letras, nascida e criada em Niterói, enrolada e desligada. Certas dúvidas quanto ao futuro, mas quem tem certeza? Tenho grande paixão por livros e como todas as azeitonas da pizza. Esperava um pouco mais desse mundo e só acerto nos doces. Aceita um chá?

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