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Depois de alguns posts sobre diversos assuntos e diversas pessoas, notei que pouco conhecem de mim os meus leitores. Existe um grupo de leitores aqui do Chá que já me conheciam pessoalmente antes de eu começar a escrever, enquanto a maioria nunca ao menos imaginou quem diabos é essa pessoa que aqui escreve. Acho engraçado imaginar as duas visões, porque acredito que o seleto grupo dos que me conhecem lê os meus posts de forma completamente diferente do restante dos leitores.
Para minimizar essa diferença, conclui que a melhor saída seria escrever um pouco sobre mim. Espero que, ao final desse post, todos se sintam mais próximos. E aí vai:

1. Um pouco da minha história

Nasci em agosto de 1989, e já comecei incoveniente: interrompi o almoço da minha mãe, já que resolvi chegar à 1 da tarde. Primogênita, orgulho do papai e muito, muito mal-humorada. Nada de bebezinho fofo que ri à toa; a bochechuda em questão só chorava. Aos dois anos ganhei um irmãozinho, que hoje já não é mais “inho” principalmente pelo fato de que é, pelo menos, 20 cm maior que eu. Aos 17 anos perdi meu pai no pior dia da minha vida, fiz uma tatuagem e passei no vestibular. Aos 18 arrumei um estágio e comecei minha faculdade de Letras Port/Ing. na UFF. E hoje estou aqui: firme, mas nem sempre forte.  

2. Meus amores

Minha mãe, meu irmão, meu pai, meu namorado, Luna (uma certo ser, metade cão, metade gente, de cabelos enrolados) minhas avós, tias e primos, minhas crianças.  

3. Adoro 

3.1. Livros

Amo desde que aprendi a ler. Leio de outdoor a clássicos, só não sou chegada e ler jornal.
Ah, e adoro Veríssimo.

3.2. Filmes

Gosto de filmes alternativos, por mais que caiam em cima de mim por causa disso. Acho que os filmes-pipoca que passam por aí acabam sendo todos iguais. Não gosto muito de terror, fico muito nervosa, mas gosto bastante de suspense. Ação deixa meus neurônios entediados.

3.3. Jogos

Não, nada Need for Speed, sou uma negação em jogos eletrônicos. Levei muito tempo pra zerar Mario para Super Nintendo e o jogo para computadores que marcou minha infância foi Twinsen’s Odyssey (Nunca ouviu falar? Google!). Também não sei jogar damas, mas não pergunte por quê. Adoro jogar cartas, principalmente Buraco e Poker, mas meu jogo predileto é, sem dúvida, o Gamão. Pode falar que é jogo de velho, mas eu gosto e ninguém me vence.

3.4. Cozinha

Gosto muito de cozinhar, mas gosto mais de comer. Adoro azeitonas, tomate, aceto balsâmico, salmão, pêssegos em calda, goiabada, suco de melancia, vitamina de abacate e sorvete de manga, café e chá. Gosto muito do meu brownie também e de tudo o que a minha mãe cozinha.

4. Detesto

Esses vou só citar, sem muitos rodeios ou explicações, porque falar sobre o que eu não gosto me deixa mal-humorada.

Futebol, Paulo Coelho, Mulher Melancia, Funk, preconceito, criança pentelha, pais que não controlam suas crianças pentelhas, falta de educação, falta de respeito, apaixonados(as) inconvenientes, gente que fala alto no celular, tiradores de onda, figos, gente que critica mas não sabe fazer melhor, falta de responsabilidade, mania de organização, minha impressora quando trava justo no dia de imprimir o trabalho, rinite alérgica, casquinha de pipoca, meu computador quando liga sozinho no meio da noite e fica lá piscando, tiques nervosos, velhos babões, pessoas acéfalas, falta de esperança, pessoas que não abrem mão de usar sacos plásticos pelo bem do meio ambiente, comentários do tipo “toda mulher faz isso”.
Está falado.

5. Por que criei o Chá

Sempre gostei muito de escrever e o Chá foi um motivo para colocar minhas idéias, até então soltas, no papel. O nome “Chá de Saquinho”, que acredito que a maioria não deve entender o significado, remete à paciência (ou falta dela).

6. Contato

Além do meu e-mail que já está disponibilizado alí do lado desde o início do blog, eu tenho Orkut também, oh yeah. Aqui: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=16604038371911411657 .

 

Bom, essa sou eu. Sei que essa meia dúzia de coisas jogadas aí não são suficientes para me definir, mas já dão uma ajudinha. Espero que gostem e se divirtam enquanto fico aqui no meu chá de cadeira.

Um conto porque não postei mais nenhum depois do primeiro post. Esse em especial porque se parece muito com o que tenho passado.

Suzana corria em um lindo campo de lavanda. O sol brilhava lindamente e suas roupas brancas formavam com a cor lilás das flores um contraste encantador. Porém, a trilha sonora composta por uma lindíssima música clássica foi substituida pelo berro do despertador. O instinto quase a fez atirá-lo pela janela, mas sabia que precisaria ouvi-lo tocar novamente no dia seguinte. “Preciso me levantar…”

A moça se arrastou da cama até o banheiro. Suas feições cansadas denunciavam o quão curto havia sido seu sonho. Lavou o rosto e escovou os dentes; não havia tempo para um banho relaxante. “Preciso trabalhar…”

Engoliu correndo um gole de café frio em um copo de vidro, calçou um par de sapatos que costumava deixar ao lado da porta para que fosse mais rápido vesti-los pela manhã e levou a mão ao porta-chaves. “Onde está a maldita chave? Preciso trabalhar…”

Suzana foi tomada pelo desespero. Precisava sair. Naquele momento a carreira era tudo em sua vida. Se afastava o máximo possível dos homens, não via as amigas desde a formatura da faculdade e a família só contava com sua presença no Natal. Por mais que sentissem sua falta, entendiam o esforço que tinha feito até então para chegar onde chegara. Apressada, atrasada, tateava a casa em busca das chaves. “Preciso trabalhar…”

Uma lágrima escorreu de seus olhos. “Preciso trabalhar…” Suzana largou-se no sofá. “Preciso trabalhar…” Enxugou o rosto com as mãos, esticou-se sobre o sofá e repousou a cabeça em uma almofada que não lembrava que tinha. “Preciso descansar…”

Suzana adormeceu sentindo o cheiro que esquecera que sua casa tinha. Acordaria algumas horas mais tarde, descansada e satisfeita, e sairia para comprar pão fresco. Passaria tranqüilamente pela porta que esquecera de trancar na noite anterior.

 

Estou cansada. Camomila pra dormir. 

 

 

 

 

Aqui está nosso post comemorativo. Muito obrigada aos leitores que vieram opinar e parabéns ao Marcos por ter sido o escolhido e à Cau por dar força à idéia. Comentários sobre os blogs (que, aliás, já estão nos links faz tempo) no final do post.

Como faço Letras e erros alarmantes e mau uso da língua portuguesa me deixam em cólicas mais do que o normal, achei que seria interessante contar algumas situações pelas quais passei e comentá-las. Vou deixar um conto pronto para o próximo post, pra dar uma variadinha.

O vocativo

Começo por esse porque vejo como as pessoas têm dificuldade em usá-lo, ou melhor, como as pessoas teimam em não usá-lo. É uma coisa tão simples e aprendemos tão na base da nossa educação escolar que acho que acaba esquecida. Tenho dois exemplos desse cara:
O primeiro foi um baque. Eu vinha feliz e saltitante (mentira, eu estava de carro) pela rua quanto vi um cartaz, sem brincadeira, gigante, em um prédio ainda na base da construção. A corretora, feliz com a venda de todos os apartamentos ainda na planta, mandou fazer o cartaz que dizia em letras garrafais “Obrigado Niterói!” SEM VÍRGULA! Eu tinha ataques toda vez que passava por lá. O pior é que passava todo dia… Tinha um desejo secreto de passar de madrugada e fazer uma virgulona de tinta vermelha.
O segundo caso é bem recente e ainda pode ser visto se você ligar sua televisão por algumas horas, na propaganda da Visa, onde todo mundo diz ao Luiz que ele deve sair de férias. O problema é que a sugestão não aparece com vírgula em nenhuma das ocasiões, nem com a variante que pode ser usada no lugar da vírgula no vocativo, a exclamação. Pior do que aparecer sem vírgula, “Luiz saia de férias”, é aparecer com dois pontos, ”Luiz: saia de férias”. Essa me deixou triste.
Claro que tenho mais muitas histórias sobre vocativos esquecidos, principalmente em msn e afins, mas não vou soterrá-lo em vírgulas, caro leitor.

A regência   

É outra esquecida, tadinha. Aliás é a maior prova da pobreza da aducação no nosso país. Fui comprar sorvete no McDonald’s com minha tia há uns anos atrás e a atendente do quiosque soltou “É duas casquinha?”. Imagina o embrulho no meu estômago? Mas essa tem explicação. A gente aprende em Lingüística que isso é economia de plural. A pessoa pensa, no íntimo de seu ser, “tudo bem que são duas, mas vou colocar plural em tudo pra que? Desperdício! Em uma palavra só dá pra entender.” Passou a mensagem.

O pleonasmo

Esqueça o “subir para cima”, leitor, ele é fichinha. A moda agora é internacional, é o “plus a mais”. Assumo que uso muito esse, mas de brincadeira. Outros clássicos como “encarar de frente”, “elo de ligação” e “maluco da cabeça” nunca saem de moda. Não vou contar nenhuma experiência com esses não. Procure você leitor, na memória, a última vez que ouviu uma pérola dessas, e ria um pouquinho, porque eu adoro rir de coisas que eu lembro.

Seje

Esse me deixa arrancando os cabelos. Um comentário breve: ouvi um(a) colega de Letras soltando essa pérola. Dormi mal esse dia… Brincadeirinha.

A cedilha 

Esse eu juro que pensei que não encararia mais. Porém é incrível o número de pessoas que não sabem usar a pobrezinha. Saem tacando a coitada em tudo que é C que vem pelo caminho. Dia desses estava conversando com um amigo (juro que não lembro quem, não adianta perguntar) e comentei que tenho visto muitas pessoas usando Ç antes de E e I. Para minha surpresa o amigo soltou: “Qual é o problema?!”. Imaginou minha cara de “como assim?!”? Você tem ótima imaginação, leitor, deve estar rindo de mim agora. Acabei tendo que explicar ao meu amigo (ou melhor, reforçar o que a professora do primário explicara) que não se usa Ç antes de E e I nem no ínicio da palavra.

Termino com a cedilha, já que ela é o título do post e porque o papo com o amigo foi o mais recente dos casos.
Quero fazer um apelo às professoras primárias do Brasil: Massacrem seus singelos alunos com, pricipalmente, vocativos e cedilhas, para que, quando eles forem grandinhos, não paguem esse micão.

Sobre os blogueiros que me ajudaram com suas opiniões, aí vão as propagandas:
O blog do Marcos, DeScência do IndeScente, é super inteligente e trata de assuntos polêmicos e engraçados. Tudo ao mesmo tempo e muito bem escrito.
O da Cau, que deu a maior força à idéia do Marcos, Duhs, clichês e blablabla, tem um papo mais pessoal, mais da maneia dela de ver, porém não menos inteligente.
Os dois são ótimos! Recomendo e leio sempre.

Leitor querido, já deve estar cansado do meu papo. Portanto, bom chá, cuidado com o vocativo e logo vem o próximo post.

PS.: Vou continuar aceitando idéias, então se quiser saber minha opinião sobre alguma coisa, qualquer coisa, religião, sexo, política, televisão, livros, filmes, o que for, é só deixar um comentário ou mandar um e-mail para nanalbomfim@gmail.com. Obrigada a todos que mandaram idéias, logo logo elas serão utilizadas de alguma forma.

 PS².: A partir desse post, respondo os comentários logo abaixo dos mesmos, já que agora aprendi como se faz. Você que deixou um comentário, é só dar uma passadinha lá que a resposta estará logo abaixo o mais rápido possível.

A dona da casa.

19 anos, estudante de Letras, nascida e criada em Niterói, enrolada e desligada. Certas dúvidas quanto ao futuro, mas quem tem certeza? Tenho grande paixão por livros e como todas as azeitonas da pizza. Esperava um pouco mais desse mundo e só acerto nos doces. Aceita um chá?

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