E lá vamos nós outra vez.

Bom, nesse momento serei sincera com vocês, caros leitores imaginários. Não tenho a menor idéia do que vou escrever. Na verdade, cheguei à conclusão de que começar sem saber acaba me levando a alguma idéia. Estranho, mas verdadeiro.

Eu estava pensando na monotonia da rotina quando recebi minha Galileu ontem a noite. Continuei pensando no acordacedo-trabalha-almoça-malha/autoescola-estuda-faculdade-casa hoje pela manhã quando li uma reportagem “do tamanho de um botão” na revista sobre o Improv Everywhere. Achei super interessante (sem querer citar a revista rival) o modo como eles trasformam dias. Porque fiquei me imaginando sentada na monotonia do 47, a caminho de casa, cabeça no vidro, quase dormindo ao som da minha nova descoberta musical, Matt Costa (thanks, David). No meio do meu quase cochilo me deparo com um cara de cueca no ônibus. Imagina só como isso mudaria meu dia! Fantástico. Não pelo fato do cara estar de cuecas, claro que não, até porque nem todo mundo fica bem de cuecas, mas sim pelo fato de uma coisa tão incomum acontecer assim logo no 47.
É a comédia do absurdo, como eu estava falando com alguém esses dias. É o princípio de Monty Python, uma coisa absurda acontecer, do nada.
Com certeza muita gente pode achar ridículo (como acham Monthy Python ridículo), mas acho que essas pessoas se acostumaram com a comédia de fácil entendimento e têm uma certa preguicinha de notar o significado e o objetivo da comédia do absurdo.

Viu? Eu disse que alguma coisa ia surgir. Espero que tenha sido proveitoso. Para os interessados, google “Improv Everywhere” ou procurem no Youtube. Muito legal.

Agora com licença que está na hora do meu chá.