E lá vamos nós outra vez.
Bom, nesse momento serei sincera com vocês, caros leitores imaginários. Não tenho a menor idéia do que vou escrever. Na verdade, cheguei à conclusão de que começar sem saber acaba me levando a alguma idéia. Estranho, mas verdadeiro.
Eu estava pensando na monotonia da rotina quando recebi minha Galileu ontem a noite. Continuei pensando no acordacedo-trabalha-almoça-malha/autoescola-estuda-faculdade-casa hoje pela manhã quando li uma reportagem “do tamanho de um botão” na revista sobre o Improv Everywhere. Achei super interessante (sem querer citar a revista rival) o modo como eles trasformam dias. Porque fiquei me imaginando sentada na monotonia do 47, a caminho de casa, cabeça no vidro, quase dormindo ao som da minha nova descoberta musical, Matt Costa (thanks, David). No meio do meu quase cochilo me deparo com um cara de cueca no ônibus. Imagina só como isso mudaria meu dia! Fantástico. Não pelo fato do cara estar de cuecas, claro que não, até porque nem todo mundo fica bem de cuecas, mas sim pelo fato de uma coisa tão incomum acontecer assim logo no 47.
É a comédia do absurdo, como eu estava falando com alguém esses dias. É o princípio de Monty Python, uma coisa absurda acontecer, do nada.
Com certeza muita gente pode achar ridículo (como acham Monthy Python ridículo), mas acho que essas pessoas se acostumaram com a comédia de fácil entendimento e têm uma certa preguicinha de notar o significado e o objetivo da comédia do absurdo.
Viu? Eu disse que alguma coisa ia surgir. Espero que tenha sido proveitoso. Para os interessados, google “Improv Everywhere” ou procurem no Youtube. Muito legal.
Agora com licença que está na hora do meu chá.

11 comments
Comments feed for this article
Abril 26, 2008 às 10:00 pm
Ceres
=]
Muito booom!
Seu estilo é incrível Nana! Quero +!!!
hehehehe
Bjus
Abril 28, 2008 às 2:31 am
David
A senhorita é uma figura rara!!
valeu mesmo por lembrar d mim, mas eu gostaria de transferir os creditos para seu “muito bom gosto”!!
de qualquer forma tenho que te apresentar uns outros sons muito bons..
grande beijo.
Abril 28, 2008 às 5:46 pm
Thais
Quando começamos um texto por nada, já é alguma coisa, sempre sai mais. Sei como é. Tenho algumas ‘estranhezas’ também. hahaha.
Comecei a colocar alguns blogs na parte do ‘eu leio’ do meu, começarei a ler este também! Gostei, peculiar. :}
:*
Abril 28, 2008 às 5:51 pm
Milena
Muito bem.


Continue postando diariamente.
Você tem talento.
Episódio Cômico.
kkkk
Fez-me lembrar o dia que vi num ônibus um cara que tinha fugido do manicômio.
Abril 29, 2008 às 1:32 am
amanda
mari!!
adorei !!
HUMOR INTELIGENTE \o/
beijos
Abril 29, 2008 às 1:45 am
xlx
aah… monty python nem é ridículo, vai…
quem sabe um sujeito de cueca no ônibus logo cedo quando menos se espera não é o tão falado ‘always look at the bright side of life’ deles? é só ter influências nonsense o suficiente pra perceber as sutilezas da vida… e tu bem parece tê-las.
parabéns. teu blog é muito bem elaborado e de muito bom gosto (a começar pelo título, que adorei!)
Abril 29, 2008 às 2:08 am
miH
vc eh meu pequeno orgulho..
amei minha popular.
sucess
;*
Abril 30, 2008 às 9:02 pm
MaryBessa
ahuahauahuhuah
realmente seria mto divertido ahauha
imagina no 49 então?
ahauahauaha
adorei
Maio 1, 2008 às 7:02 pm
Alan
Olá, estou retribuindo a visita, o elogio e a gentileza.
Legal esse post. Prova de que a vida e os blogs são assim mesmo: improváveis, indeterminados e inusitados.
Abraço.
Maio 15, 2008 às 9:09 pm
Rubens MMaia
cara Nana!
fico feliz em saber que tb é uma graduanda em Letras. mais feliz ainda por ver que vc escreve. o mundo precisa de gente assim, verdade!
porém, tenho que tocar num ponto sensível. o conhecimento da norma padrão não deve nos tornar detetives ou acusadores do uso alheio da língua, acredito eu. suponho que vc esteja no início de sua caminhada e, pensando nisto, tenho certeza que vc logo perceberá o quanto a noção de “erro” é questionável. não preciso aqui me apoiar em aspectos doutrinários para convencê-la disto.
como futuros educadores, nós devemos entender que, se os “erros” ocorrem, eles têm toda uma apropriação cultural implícita e que considerar tal fato enriquecerá o nosso trabalho, alargará nossos horizontes.
não é minha intenção aqui desmoralizá-la. pelo contrário. reafirmo o que disse no início e me prontifico ao diálogo. visite o meu blog, TeXtura (mmaia.wordpress.com), que iniciei há pouco, e se possível colabore conosco, seja comentando ou dando sugestões.
um abraço!
-> Caro Rubens,
Entendo perfeitamente o seu ponto de vista e não acho que me desmoraliza expondo-o. Mas gostaria que pensasse antes de tudo na proposta do blog. Não pretendo discutir aqui a interpretação do que é o erro ou quando ele deve ser considerado e sim expor minha irritação ao ver como nossa educação é precária e o como as pessoas simplesmente não se interessam pelo assunto. Eu sei bem até que ponto os erros podem ser considerados erros, mas não é essa a proposta. Eu sei falar sério, por mais que o blog seja um tanto cômico, mas não é a pura seriedade que busco aqui.
Espero que tenha esclarecido.
Obrigada pela visita, e logo visitarei o seu também.
Um abraço.
Maio 19, 2008 às 9:51 am
Sandro Mariano Rocha
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Que delícia esse “destrancar”!!!! Hmmmm… Parabéns!
Sandro Mariano Rocha
-> Muito obrigada, Sandro! Sinta-se convidado a voltar sempre que quiser.