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Antes de começar qualquer maluquice que eu venha a escrever, quero agradecer ao leitores de verdade que vieram substituir meus leitores imaginários. Obrigada pelos comentários e links. Fiquei muito feliz em ver minha estatísticas ontem e saber que estão gostando do Chá. Estou orgulhosa do meu bebê!
Agora vamos ao que interessa.
Estive pensando no que ia escrever hoje e já estava certa de que faria alguns comentários sobre uma coisa que tem me deixado arrancando os cabelos… Não, não pensem besteira. Eu ia falar sobre a queda do acento diferencial com as mudanças na língua portuguesa, mas desisti pra falar de um assunto que vejo que tem sido polêmico nos blogs por aí: a tal da foto da Miley Cyrus para a Vanity Fair:

Está ficando batido apesar de recente, mas dar uma comentadinha é bom. Vi as fotos no site da revista, os bastidores e, sinceramente, não têm nada demais. Aliás, as fotos com um cara são… hmm… com o pai dela! É uma criança, pelamordadeus. Meus leitores masculinos me desmintam se eu estiver errada, mas acho que caras normais não levariam aquela foto pro banheiro podendo levar aquela coisa esdrúxula da Melancia na Playboy.
Aliás, já que toquei no assunto, gostaria de expor uma opinião pessoal e tirar uma dúvida. De onde diabos saiu aquela foto da Melancia na capa da Playboy?! (Não, não é essa a dúvida, já já eu falo) Eu me pergunto o que leva uma pessoa a se expor daquela maneira. A Playboy tinha subido no meu conceito depois que eu dei uma olhada no livro comemorativo e vi umas fotos realmente bonitas e abstraí as desnecessárias, mas quando eu passei pela primeira banca de jornal com aquele lindo pôster da capa fiquei muito decepcionada. Na verdade minha decepção não deveria ser com a revista, e de certa forma não é, até porque vivemos em um país capitalista e blábláblá e a forma da revista ganhar dinheiro é atingir os maiores públicos, e vamos combinar que o público da Melancia só aumenta. A decepção é com essa pessoa que se coloca nesse nível.
Então vem a minha dúvida, caro leitor: Só eu acho estranho fazerem um escarcéu por causa da foto da Hannah Montana e acharem super normal a foto à la vida animal da garota do créu na Playboy? Francamente…
Bom, a pergunta está feita. Fico por aqui senão a água esfria e ice tea não faz o mesmo efeito.
E lá vamos nós outra vez.
Bom, nesse momento serei sincera com vocês, caros leitores imaginários. Não tenho a menor idéia do que vou escrever. Na verdade, cheguei à conclusão de que começar sem saber acaba me levando a alguma idéia. Estranho, mas verdadeiro.
Eu estava pensando na monotonia da rotina quando recebi minha Galileu ontem a noite. Continuei pensando no acordacedo-trabalha-almoça-malha/autoescola-estuda-faculdade-casa hoje pela manhã quando li uma reportagem “do tamanho de um botão” na revista sobre o Improv Everywhere. Achei super interessante (sem querer citar a revista rival) o modo como eles trasformam dias. Porque fiquei me imaginando sentada na monotonia do 47, a caminho de casa, cabeça no vidro, quase dormindo ao som da minha nova descoberta musical, Matt Costa (thanks, David). No meio do meu quase cochilo me deparo com um cara de cueca no ônibus. Imagina só como isso mudaria meu dia! Fantástico. Não pelo fato do cara estar de cuecas, claro que não, até porque nem todo mundo fica bem de cuecas, mas sim pelo fato de uma coisa tão incomum acontecer assim logo no 47.
É a comédia do absurdo, como eu estava falando com alguém esses dias. É o princípio de Monty Python, uma coisa absurda acontecer, do nada.
Com certeza muita gente pode achar ridículo (como acham Monthy Python ridículo), mas acho que essas pessoas se acostumaram com a comédia de fácil entendimento e têm uma certa preguicinha de notar o significado e o objetivo da comédia do absurdo.
Viu? Eu disse que alguma coisa ia surgir. Espero que tenha sido proveitoso. Para os interessados, google “Improv Everywhere” ou procurem no Youtube. Muito legal.
Agora com licença que está na hora do meu chá.
Uma visão cômica das diferenças entre os sexos:
Oração da Mulher
Agora me deito para dormir, Senhor.
Rezo por um homem que não seja um horror.
Que seja inteligente, forte e lindo.
E que adore ficar horas me ouvindo.
Um que pense antes de falar.
E que diga que vai ligar, e não me faca esperar…
Rezo para que ele tenha um emprego que pague muito bem.
Que quando eu gastar seu dinheiro, não fique bravo também.
Que puxe pra mim a cadeira, e que me abra a porta.
Que faça massagens nas minhas costas e transe até eu ficar “morta”.
Ah! Mande-me um homem que me ame com respeito…
E não pelo tamanho dos meus peitos…
Eu rezo pelo homem que vai me amar até o fim…
E que nunca diga não para mim.
Amém.
Oração do Homem
Senhor, eu peço a ti uma loira surda-muda e ninfomaníaca, com peitos
enormes, que seja dona de uma distribuidora de cerveja e tenha uma casa na praia.
Amém.
Garimpado em um blog, já não me lembro qual.
Por mais que seja cômico, tem um quê de realidade, concorda? Se pelo menos houvesse um concordância entre ambas as partes, já seria um passo. Mas melhor que seja assim para não ficar chato.
Então, mulher brasileira, enquanto não aparecer o cara certo, divirta-se com os errados. E quando for quase insuportável lidar com essas diferenças e você estiver a ponto de surtar, tome um chá e comece outra vez.

Na boca do povo.