Estava olhando meu profile no Orkut esses dias e conclui a frase acima. Porque, pensando bem, não é preciso ir muito fundo em nossas personalidades para, de alguma forma, falar um pouco de nós. Há coisas simples que dizem muito de nós, apesar de não nos definir. Eu, por exemplo:

Adoro quebrar ovos com um garfo (mas odeio quando a clara escorre nos meus dedos);
Odeio quando deito sob um ventilador de teto e meu cabelo faz cócegas no meu nariz;
Adoro pisar em vagens de ipê quando elas caem, secas, da árvore e estalam sob meus pés;
Adoro fazer notas nos meus livros e abrir livros que já tiveram outros donos e encontrar suas notas;
Odeio quando alguém passa muito perfume e se senta ao meu lado no ônibus;
Odeio quando pego o louro do feijão;
Adoro milho estalando na minha boca quando o mastigo;
Adoro biscoito de polvilho de feira;
Adoro terminar de ler um livro;
Odeio mais que tudo esperar elevador;
Adoro fotografar cenas mentalmente para guardar lembranças;
E adoro comer umas colheradas do arroz fresquinho, assim que fica pronto.

É um ótimo exercício e proponho a meus amigos da blogosfera que o façam também. Especialmente os citados a seguir:

Ana
Amanda
Marcos
Raia
Paulinho
Leandro
Guilherme
Milena Maria
Cau

Chá silvestre hoje, antes que brote na minha pasta.

 

Imaginou também? Terrível não? É justamente por isso que escrevo esse post. Eu passo por uma situações que tornam praticamento impossível não imaginar. Um tipo delas é o uso público de apelidinhos íntimos.
Você, leitor, como todos nós, tem direito de tratar sua namorada/noiva/esposa/amante pelo nome que bem entender, mas me faça um único favor: respeite o estômago das pessoas a sua volta. Cá entre nós, ninguém está muito interessado em saber se ela é seu “pãozinho-de-mel” e você o “pamonhazinho” dela, concorda?
Digo isso porque cheguei à conclusão de que estou cercada de casais sem-noção nesse aspecto. Isso quando não revelam apelidinhos direcionados a situações sórdidas (não vou exemplificar, esse é um blog de família). Eu já tive namoros em quantidade e tempo de relacionamento consideráveis e, juro, meus amigos nunca tiveram conhecimento dos meus apelidinhos retardo-carinhosos e olha que eu já tive vários apelidinhos. Claro, é perfeitamente normal que os casais se tratem dessa maneira, acho que não há casal que não faça, mas não na frente dos outros!
Então, leitor (ou leitora) , vamos combinar, vamos fazer um pacto nesse momento. Da próxima vez que quiser mandar um recadinho babado para seu “morequinho”, não o faça de forma pública, tipo um scrap “Te amo, meu taradinho”, e não me venha dizer que as pessoas vêem porque estão fuxicando a página de recados do seu amado porque os amigos dele não são obrigados a ler sua distribuição de mel na hora de deixar os próprios recados para o amigo. Outra: não o chame por apelidinhos frescos na rua, como “Tchutchuuuuuco, vem cááá!”.
Eu sei que para o casal isso parece perfeitamente normal mas, para quem está de fora, você acaba fazendo um papel no mínimo bobo, para não dizer ridículo.
Ah, e não morda a orelha dele em público também, por favor.

Quebrei uma caneca hoje… Caiu no chão… Era minha predileta… Um dia sem chá em respeito à minha caneca.

Ahá! Voltei e você nem esperava, não é, leitor? Tenho sido tão descuidada com esse blog… Desculpe a ausência por tanto tempo… Assustei com a imagem? Seja sincero, porque isso faz toda a diferença durante a leitura desse post. Portanto, ao final, deixe seu ponto de vista no quadro de comentários, gostaria muito de saber sua opinião.
O negócio é o seguinte: estou de férias, tenho assistido TV como nunca, conseqüentemente tenho assistido People and Arts como nunca e Miami Ink como nunca (sem citar que o P+A agora conta com Los Angles Ink também). Por mais que eu goste muito desses programas e que muitas vezes eles mostrem os preconceitos que os tatuados sofrem, o que a maior parte dos episódios me mostra, pricipalmente quando o foco é a vida dos tatuadores, é que as pessoas tatuadas e as não-tatuadas não se misturam. Weird…
Não é bem esse o caminho que quero seguir nesse post, então permita-me deixar essa discussão para mais tarde e começar outra. 
Em outubro do ano passado fiz minha primeira tatuagem. Por enquanto a única. Minha tattoo está longe de ser discreta apesar de nao ser muito grande. Não vou descrevê-la porque não gosto de divulgá-la na internet, mas cabe dizer que tem mais ou menos o tamanho da palma da minha mão, é colorida e discretamente situada no meu ombro direito. Linda, por sinal, modéstia a parte. Bom, seguindo o assunto, tive contato com as reações desde que saí do estúdio, com aquele plástico nojento o curativo colado no meu ombro, e peguei um ônibus. Acho que não era tanto pela tatuagem porque o desenho estava um tanto difícil de se ver sob a gosma a secreção da pele e sim pelo plástico que indicava a presença de uma tatuagem recém-nascida. Leitor, não imagina as caras das pessoas que passaram por mim. A reação mais engraçada foi de uma garotinha que vinha na direção oposta a mim, tagarelando feliz com um homem que imagino que fosse seu pai e puxando uma mochila de rodinhas. Quando achou que já estava a uma distância razoável de mim a menina interrompeu o que quer que estava falando e disse “Ela acabou de fazer aquela tatuagem. Maneiro, né?”. Grande garota. Quando papai menos esperar ela aparece com uma.
Durante os primeiros meses eu notei o quanto certas pessoas ficavam admiradas e algumas assustadas. Alguns velhinhos passaram (e passam) por mim com uma certa expressão de “essa juventude está perdida”. Fui parada na rua para receber elogios sobre minha tattoo, mas não é essa a reação de que mais gosto. Digo que gosto porque chega a ser engraçado. Minha pele é muito branca, o que fazcom que a cor da minha tatuagem seja bem forte. Não só pela cor, mas também por ser localizada no meu ombro, não há como não perceber a presença da tatuagem se estiver a mostra. Isso faz com que algumas pessoas comentem (normalmente elogiem) como se fosse uma obrigação. Dá pra ver que é como uma obrigação. É uma coisa tão na cara, quase piscando, que as pessoas acabam se sentindo na obrigação de dizer alguma coisa. Weeeird…
Agora nem percebo mais. Vez ou outra passa alguém por mim na rua fazendo uma cara estranha e acabo procurando alguma possível sujeira nas minhas roupas para só mais tarde lembrar que sou tattooed e as pessoas, por incrível que pareça, ainda não estão completamente acostumadas com isso. Chega a ser engraçado, porque hoje em dia é difícil saber quem não tem uma tatuagem, nem que seja pequenina. Quero fazer outras, mas é bom pensar bem.
Bom, querido leitor, acho que já falei demais. Hora de dar sua opinião. E aí? Já está formada?

Acabei de tomar o último gole do meu chá. Capim Cidreira. Boa essa experiência, acabar o post e o chá ao mesmo tempo.

A dona da casa.

19 anos, estudante de Letras, nascida e criada em Niterói, enrolada e desligada. Certas dúvidas quanto ao futuro, mas quem tem certeza? Tenho grande paixão por livros e como todas as azeitonas da pizza. Esperava um pouco mais desse mundo e só acerto nos doces. Aceita um chá?

O passado condena.

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